Desastre em Mariana, MG. Uma análise politicamente incorreta

bento rodrigues tragedia mariana
Bento Rodrigues. Distrito de Mariana, MG, após tragédia.

O desastre foi causado por um TERREMOTO que resultou no rompimento da barragem. Não tem nada a ver com “ganância”, até porque a represa estava dentro das especificações exigidas pela Lei. Isso apenas mostra como o governo usa uma tragédia natural para justificar mais concentração de poder na mão de políticos: mais regulamentação, mais restrições estatais, mais licenças, mais burocracia. Tudo para dificultar a vida das pessoas trabalhadoras e aumentar a pobreza de quem o governo diz “proteger”.

Culpar quem trabalha e empreende é a saída mais fácil usada pelos mentirosos e estatistas de todos os tempos. Todo negócio há riscos e ele faz parte da vida em sociedade. É o que chamamos de risco aceitável. Quando pegamos um ônibus, há risco de ele capotar. Quando compramos uma comida, há risco de ela estar estragada e nos fazer mal, quando atravessamos uma ponte, há risco de ela desabar. Quando compramos um isqueiro, há risco de ele incendiar a casa. Até uma sacolinha de supermercado pode sufocar e matar alguém e não são raros os casos de gente que morre em acidentes no chuveiro! Na vida tudo que fazemos traz um risco aceitável implícito, até na prática do sexo e nem por isso as pessoas deixam de namorar.

No caso da tragédia em Bento Rodrigues, as pessoas não esperavam que um terremoto fosse danificar as estruturas de uma barragem de rejeitos. Afinal, quem esperaria um terremoto no Brasil? País do carnaval, do futebol onde todos aprendem nas escolas que tais coisas “nunca acontecem”? Claro, vai ter gente dizendo que o terremoto não causou aquilo. Foi o quê então? O bicho papão? Uma conspiração da CIA? O neoliberalismo? Tenha paciência! Fato é que ali ocorreu um terremoto e minutos depois a barragem estourou. Até para quem é leigo na área é muita coincidência para não se levar isso em consideração. Todo mundo que trabalha com engenharia civil sabe: o que quebra uma viga de concreto não é a última martelada, é o conjunto das marteladas. E pelo visto, aquela região já era foco de “pequenos” terremotos há vários anos e o governo “ignorou”!

Sejamos sensatos. Vamos sim lamentar as vítimas. Vamos ajudá-las com caridade privada. Vamos dar o nosso apoio. Mas culpar quem trabalha e empreende por um fato natural incontrolável não irá resolver o sofrimento delas, apenas resultará em mais desculpas para concentrar poder na mão de políticos: fato com potencial de matar muito mais pessoas do que um terremoto seguido de rompimento de barragem.

E mais: as “vítimas” não eram tão “inocentes” assim. Construir suas casas à beira de um córrego já é imprudente por natureza por causa das chuvas sazonais e das enchentes frequentes que assolam aquela mesma região (observem bem por onde o lamaçal passou). E construir casas à beira de um córrego no qual há uma barragem de rejeitos gigantesca acima, é mais imprudência ainda! No mínimo, ingenuidade.

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Bento Rodrigues, Mariana, MG. Cursos de água marcados em azul.

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Bento Rodrigues, Mariana, MG.

Em que pese a tragédia, a verdade politicamente incorreta é que o povo de lá confiou demais nas mentiras dos políticos de que tais coisas só aconteciam em outros países e nunca no Brasil. Pois é, aconteceu no Brasil (de novo). O governo já tinha conhecimento dos “pequenos” terremotos que chacoalhavam aquela região, mas ignorou o fato para continuar ensinando nas escolas de que eles “nunca aconteciam no Brasil” e de que “estava tudo bem” e “seguro”. Mentir é a especialidade dos políticos.

E agora que o bicho pegou, todo mundo se apressa em culpar a iniciativa privada por uma cagada que poderia ter sido evitada se os políticos não mentissem e não usassem as escolas para doutrinar. Mas na cabeça pequena do povo que os elege, a culpa da tragédia é exclusiva da mineradora, o bode expiatório da vez.

Pois é Samarco, quem mandou abrir seu negócio no Brasil? Prepare-se para a “enxurrada” de pedidos de indenizações e para as sentenças judiciais que ignorarão a Lei para culpar seu empreendimento por ser “capitalista malvado”. A inveja do sucesso alheio e o estatismo pesam bastante na caneta “imparcial” dos Juízes brasileiros. Lei? Que nada! O que vale aqui é a “justiça social”, o passe-livre para que os Juízes ignorem o art. 393 do Código Civil e usem o “princípio da dignidade humana” para responsabilizarem quem quiserem. Bem-vindo ao país da katchanga!

Fontes:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2015-11-06/um-tremor-de-terra-pode-ter-destruido-as-barragens-em-mariana.html

Atirador que chacinou 11 crianças e feriu 18 no Rio era simpático ao Islã

Wellington Menezes de Oliveira
Wellington Menezes de Oliveira: o terrorista que chacinou 11 crianças em Realengo

Wellington Menezes de Oliveira, 24, um ex-aluno da escola municipal Tasso da Silveira, matou a sangue frio dez meninas e um menino, com idades entre 12 e 15 anos.

Todos foram mortos a tiros na manhã desta quinta-feira na escola localizada no bairro Realengo (zona oeste do Rio). O atirador efetuou mais de 100 disparos de arma de fogo contra os alunos da escola.

Por sorte, a polícia patrulhava o local na hora do incidente e abordou o atirador. Houve troca de tiros. Após ser ferido e com medo de ser pego, o atirador suicidou-se. Continue lendo “Atirador que chacinou 11 crianças e feriu 18 no Rio era simpático ao Islã”

Enchentes na região serrana do Rio de Janeiro: o outro lado da “tragédia”

“A República tem vivido de leis pessoais, de reações pessoais, de atos pessoais do Poder Executivo e do Poder Legislativo. […] E a responsabilidade dessa atitude, o hábito de não prever as eventualidades previsíveis do dia de amanhã, tem sido a desgraça, a ruína e a miséria da situação.

(Rui Barbosa. Senado Federal. Rio de Janeiro, DF (Obras Completas de Rui Barbosa. V. 20, t. 1, 1893. p. 176)

Brasil: morte causada pelas enchentes
Nesta foto liberada pelo governo do Rio de Janeiro vê-se a aérea de um deslizamento de terra em Teresópolis, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, quarta-feira 12 de janeiro de 2011. chuvas de verão torrenciais rasgou através de montanhas do Estado do Rio, matando pelo menos 140 pessoas em 24 horas, as autoridades brasileiras nesta quarta-feira. (AP Photo Marino Azevedo /, Rio de Janeiro Governo)

As chuvas foram o estopim da desgraça que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro, causando devastação em Teresópolis, Nova Friburgo e Itaipava. Entretanto, as chuvas estão longe de ser a principal causa do problema. De fato duas foram as principais causas da tragédia: a primeira, a irresponsabilidade do governo republicano e a segunda: a estupidez do povo. Continue lendo “Enchentes na região serrana do Rio de Janeiro: o outro lado da “tragédia””

A maioria das Enchentes são consequências da irresponsabilidade do governo republicano

Capa do Jornal Estado de Minas de 18/12/2008. 2.ed.
Capa do Jornal Estado de Minas de 18/12/2008. 2.ed.

As enchentes que arrasaram Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro são responsabilidade do governo republicano brasileiro. A chuva não é invenção recente, sempre choveu no Brasil. Não se trata de consequências só das alterações climáticas. O Brasil é país tropical. Chover é típico do clima. A diferença está principalmente no governo.

Na era do Brasil imperial administrava-se pensando no futuro. Isso era feito não porque se “buscava o bem comum”, mas porque o Monarca preocupava-se em manter a família no poder. Era a velha lei do interesse pessoal funcionando em benefício da sociedade. Por isso, não se construía em áreas alagáveis, nem em encostas perigosas. Os governo não permitia, o bom senso não permitia, pessoas inteligentes não faziam isso.

Depois do golpe republicano, o Brasil perdeu a noção do amanhã. O planejamento limitou-se à “próxima eleição” e passou-se a contar com a sorte para que o clima e as relações internacionais estejam sempre na “condição ideal”. A condição ideal não pensa na hipótese da chuva, da guerra, das epidemias e catástrofes inesperadas que podem surgir sem avisar. Continue lendo “A maioria das Enchentes são consequências da irresponsabilidade do governo republicano”