Enchentes na região serrana do Rio de Janeiro: o outro lado da “tragédia”

“A República tem vivido de leis pessoais, de reações pessoais, de atos pessoais do Poder Executivo e do Poder Legislativo. […] E a responsabilidade dessa atitude, o hábito de não prever as eventualidades previsíveis do dia de amanhã, tem sido a desgraça, a ruína e a miséria da situação.

(Rui Barbosa. Senado Federal. Rio de Janeiro, DF (Obras Completas de Rui Barbosa. V. 20, t. 1, 1893. p. 176)

Brasil: morte causada pelas enchentes
Nesta foto liberada pelo governo do Rio de Janeiro vê-se a aérea de um deslizamento de terra em Teresópolis, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, quarta-feira 12 de janeiro de 2011. chuvas de verão torrenciais rasgou através de montanhas do Estado do Rio, matando pelo menos 140 pessoas em 24 horas, as autoridades brasileiras nesta quarta-feira. (AP Photo Marino Azevedo /, Rio de Janeiro Governo)

As chuvas foram o estopim da desgraça que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro, causando devastação em Teresópolis, Nova Friburgo e Itaipava. Entretanto, as chuvas estão longe de ser a principal causa do problema. De fato duas foram as principais causas da tragédia: a primeira, a irresponsabilidade do governo republicano e a segunda: a estupidez do povo. Continue lendo “Enchentes na região serrana do Rio de Janeiro: o outro lado da “tragédia””

A maioria das Enchentes são consequências da irresponsabilidade do governo republicano

Capa do Jornal Estado de Minas de 18/12/2008. 2.ed.
Capa do Jornal Estado de Minas de 18/12/2008. 2.ed.

As enchentes que arrasaram Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro são responsabilidade do governo republicano brasileiro. A chuva não é invenção recente, sempre choveu no Brasil. Não se trata de consequências só das alterações climáticas. O Brasil é país tropical. Chover é típico do clima. A diferença está principalmente no governo.

Na era do Brasil imperial administrava-se pensando no futuro. Isso era feito não porque se “buscava o bem comum”, mas porque o Monarca preocupava-se em manter a família no poder. Era a velha lei do interesse pessoal funcionando em benefício da sociedade. Por isso, não se construía em áreas alagáveis, nem em encostas perigosas. Os governo não permitia, o bom senso não permitia, pessoas inteligentes não faziam isso.

Depois do golpe republicano, o Brasil perdeu a noção do amanhã. O planejamento limitou-se à “próxima eleição” e passou-se a contar com a sorte para que o clima e as relações internacionais estejam sempre na “condição ideal”. A condição ideal não pensa na hipótese da chuva, da guerra, das epidemias e catástrofes inesperadas que podem surgir sem avisar. Continue lendo “A maioria das Enchentes são consequências da irresponsabilidade do governo republicano”