Privatizar sim!

privatizar

No Brasil privatizar é sinônimo de palavrão. Há razão nisso?

Privatizar é um palavrão na cabeça da maioria dos brasileiros doutrinados pela esquerda. Eles pensam que privatizar significa empobrecer o povo e favorecer as “elites”. Nada mais falso.

O tabu é tão grande que se um político quiser ser mal visto pelo povo, basta ele dizer que pretende privatizar algo. Na cabeça do povo, privatizar é mau, estatizar é bom. Veremos neste artigo o porquê essa posição não tem coerência.

O que é privatizar?

Privatizar significa passar para a iniciativa privada a realização de serviços e o fornecimento de bens que não precisam ser feitos exclusivamente pelo Estado. Só isso. O resto é conversa fiada.

Quais serviços e quais fornecimentos de bens podem ser executados por particulares na atualidade? Todos.

O âmbito de atuação exclusiva do Estado é nulo. O Estado é uma entidade que sequer deveria existir. Quem ainda defende a existência do Estado, normalmente advoga que a atividade estatal deveria se limitar apenas às forças armadas, à justiça e à segurança policial. Também há os que advogam que o Estado poderia investir em infraestrutura quando a iniciativa privada não possuísse interesse em investir e a atividade econômica fosse vital para o futuro do país.

O que dizem os defensores da estatização?

Os defensores do monopólio estatal dizem que estatizar é vital para defender a riqueza do país contra a exploração estrangeira. Dizem que esse é o único caminho para garantir mais empregos. Afirmam que as privatizações aumentam os preços, impedem os pobres de aproveitarem as riquezas e favorece a fuga de capitais para o estrangeiro. Só esqueceram de falar que as privatizações também matam o papai noel e torturam o coelhinho da páscoa.

Se você acredita no coelhinho da páscoa, continue apoiando a estatização e a regulamentação da economia pelo estado. Com certeza o Estado sabe o que é melhor para você, mais do que você mesmo!

Se você acredita no coelhinho da páscoa, continue apoiando a estatização e a regulamentação da economia pelo estado.

O Estado, péssimo administrador.

Estado péssimo administrador

O Estado é um péssimo administrador.

O Estado é um péssimo administrador.

A verdade é que o estado é um péssimo administrador. Nem tanto pela incompetência dos políticos eleitos pelo povo (o que contribui para isso), mas porque o funcionamento do estado não segue a mesma lógica de uma empresa privada. As empresas privadas são livres para contratar e demitir mão de obra sem ter que dar satisfação a terceiros. Elas também não precisam tornar públicas suas estratégias de administração, nem suas políticas internas. Enfim: elas não precisam se submeter a uma imensa burocracia a fim de garantir a aplicação de princípios que são necessários à administração pública, mas que não fazem sentido dentro de uma empresa privada.

Como as empresas privadas são livres, elas se adaptam com muito mais facilidade e velocidade a qualquer situação. Diferentemente do Estado, elas podem sofrer concorrência. Mas e daí? E daí que se elas prestarem serviços de baixa qualidade por alto preço, certamente perderão mercado para seu concorrente que prestará serviços melhores por um preço mais baixo. O concorrente não faz isso porque ele quer o bem de todos, mas porque deseja atender essa fatia de mercado para obter lucro. Tudo isso força as empresas a melhorarem constantemente suas práticas para que consigam fornecer serviços cada vez melhores a preços cada vez mais baixos. E se a empresa privada falhar? Ela quebra, o prejuízo é dos sócios, e seu concorrente assume a fatia do mercado que antes ela ocupava. E provavelmente um novo concorrente surgirá no futuro em algum momento, forçando todo processo de melhora de qualidade e de diminuição de preços. É o ciclo virtuoso do mercado.

Para o consumidor essa lógica é ótima. Apenas a título de exemplo, lembre-se do que ocorreu com os celulares. A Nokia cochilou e a Samsung dominou o mercado que antes era só dela. Por causa disso, você pode comprar um celular muito mais ágil e moderno pelo mesmo preço de um tijolão antigo da Nokia. E não duvidem, se a Samsung cochilar, outra empresa tomará sua fatia de mercado e você terá a sua disposição um aparelho muito melhor e mais barato para comprar. E a linha de celulares da Moto G5 mostra que essa é a tendência de mercado. Ou Samsung abaixa seus preços e melhora ou outra empresa tomará o seu lugar. Isto é o mercado.

Quando o Estado fornece o produto ou serviço com exclusividade não existe concorrência. Logo, ele não se sente forçado a melhorar seus serviços, nem abaixar os custos. Você paga o que ele pedir e, se não gostar, fica sem o produto ou serviço. O problema é quando o produto ou serviço é essencial, como combustíveis, água ou energia elétrica. Como não temos opção de ficar sem isso no mundo moderno, somos forçados a pagar caro mesmo quando a iniciativa privada possui condições para fornecer o produto por menos da metade do preço.

Apesar de o Brasil não depender do Oriente Médio em relação à petróleo, é o único país do planeta cujo povo não usufrui da riqueza que tem. Apesar de termos petróleo, o combustível é caríssimo. E se torna ainda mais caro com os pesados impostos que incidem sobre eles. A situação é tão grotesca que os países que compram gasolina extraída e refinada pelo Brasil conseguem vende-la a seus cidadãos por menos da metade do preço. O brasileiro não consegue comprar dentro de seu próprio país (apesar dele produzir e refinar o petróleo), uma gasolina boa e barata. Ele é obrigado a pagar caro numa gasolina batizada com 25% de álcool, e que vai aumentar para 27%. Por que isso acontece? Por que não há concorrência. E claro, nossos políticos não estão comprometidos conosco, mas com eles mesmos, o que é normal.

Mas não é só isso. O que acontece quando o Estado, mesmo cobrando caro, administra mal e consegue ferrar com tudo? Como o Estado não pode ir à falência, ele passa a fatura da má administração para você, o povo. O estado socializa os prejuízos, jamais os lucros.

O caso Petrobrás

Corrupcao da Petrobras

O maior escândalo de corrupção da história do Brasil, possivelmente da humanidade.

Vejamos o caso Petrobras. Quais eram os benefícios que a Petrobras trazia para os brasileiros antes dos escândalos de corrupção virem a tona? Nenhum. Para o brasileiro, a Petrobras fornecia combustível a preço elevadíssimo. E quando algum brasileiro achou uma maneira de não depender da Petrobras (usar álcool ou gás), o governo não deixou barato e regulamentou todo o mercado, o que levou a anulação de todas as vantagens financeiras que essas opções forneciam.

E depois dos escândalos de corrupção na Petrobras? O que aconteceu? O prejuízo foi socializado. O governo cortou 18 Bilhões de reais dos benefícios dos trabalhadores. 3 dias depois passou o dinheiro para a Petrobras. Em outras palavras: fez você pagar pela má gestão dele.

É só isso? Não. Os políticos, como de praxe, em relação a tudo sobre o que eles têm influência, utilizam essas empresas para alcançar seus planos de poder, mesmo que ilícitos. No caso da Petrobras, a empresa foi dilapidada para fornecer dinheiro a políticos para compra de favores e financiar campanha.

E toda essa farra foi paga só com o dinheiro dos combustíveis caríssimos que você pagou? Não. Além disso, a empresa também pegou vários empréstimos no exterior. Tanto que hoje a Petrobras possui a maior dívida “privada” do planeta. E tenta adivinhar quem terá de pagá-la? Você. Então prepare-se para perder mais direitos e para poder pagar essa fatura também.

Para você ter ideia, só o roubo na Petrobras custou mais para o Brasil do que todo ouro extraído por Portugal durante todo o período colonial!!

Nada disso aconteceria se a Petrobras fosse privada e se o mercado de combustíveis fosse livre no Brasil. A falência dessa empresa seria apenas mais uma cujo prejuízo seria apenas de seus sócios (nada mais justo). E você, consumidor, seria agraciado por poder comprar de outras empresas fornecedoras de produtos melhores e mais baratos.

Como o mercado de combustíveis é monopólio estatal. Você só fica com os prejuízos. Nunca com os benefícios. Entendeu por que é bom privatizar?

Setor de energia elétrica

Brasil energia cara

Brasil, um dos países com mais recursos naturais do planeta. Mas como o mercado não é livre, possui a 6ª energia mais cara do mundo.

Em relação a energia elétrica o mesmo cenário se repete. Como o mercado é totalmente regulamentado pelo Estado, o particular não pode oferecer serviços nessa área. Então você fica à mercê daquela companhia de energia que tem a exclusividade da concessão. E o que acontece se o Estado pisar na bola? Você paga a conta.

O governo fez uso político do setor elétrico para esconder a inflação e a má gestão na área. Para tanto, subsidiou a energia elétrica a fim de evitar seu elevado encarecimento e não comprometer a reeleição de Dilma Rousseff. Como as eleições passaram, o governo suspendeu os subsídios e agora você vai pagar a conta da incompetência administrativa dos políticos.

Se o particular fosse livre para explorar o mercado de energia elétrica, mesmo que você morasse no fim do mundo, haveria alguém prestando esse serviço para você. E se você não gostasse do serviço, poderia optar por outra companhia de energia. Há muito potencial elétrico inexplorado no Brasil.

Apesar disso, o Estado não permite o particular atuar nessas áreas. A burocracia é imensa e se você não se adequar a ela, o Estado não tardará em te punir. Experimente colocar um gerador eólico na sua comunidade e vender a energia para os vizinhos. A polícia baterá na sua porta e você será preso!

Telefonia e internet

3G pessima qualidade

A internet 3G no Brasil é um lixo. A 4G é um sonho. E por quê? Falta livre concorrência de verdade.

A mesma lenga-lenga se repete nos setores de telefonia e de internet. Apesar de serem serviços prestados por empresas privadas, eles são TOTALMENTE regulamentados pelo Estado de modo que é impossível a concorrência fornecer serviços diferenciados na área. É por causa da regulamentação que os serviços de internet e de telefonia são uma porcaria no Brasil. A regulamentação impede a livre concorrência. Se tais serviços fossem livres de verdade, pode ter certeza, já haveria alguém na sua cidade fornecendo serviços decentes nessas áreas. E ele faria isso não porque te ama, mas porque ele quer lucrar.

Talvez você ache isso um exagero, mas não é. Para o governo, se você vender seu sinal de wi-fi ocioso para seu vizinho, você terá cometido um ato ilícito e será punido! Para o governo, a sua internet não é sua! O mesmo acontecerá se você for um gênio e descobrir uma forma de transmitir sinais telefônicos e de internet a baixo custo e resolver lucrar com isso. Se você não se submeter a imensa burocracia imposta pelo Estado, será punido. E tal burocracia existe para impedir você de aproveitar essa vantagem tecnológica para ganhar dinheiro na área e superar a concorrência.

Transporte coletivo

A maioria dos brasileiros reclama do transporte coletivo. Adoram falar mal da “maldita” empresa de ônibus. O que eles não sabem é que esse serviço também é totalmente regulamentado pelo estado. O dono da empresa não pode colocar mais uma linha nos horários de pico, nem mudar as rotas para diminuir o tempo de percurso. O dono da empresa não pode mudar nem mesmo o tipo de veículo usado para o transporte. Tudo isso é regulamentado pelo Estado e se o empresário desobedecer, ele perderá a concessão e sofrerá as penas. Por óbvio, tal serviço é caro e ineficiente, assim como todos os demais serviços regulamentados pelo Estado.

Experimente colocar por sua conta um micro-ônibus no seu bairro para fazer um transporte de passageiros mais racional e mais ao gosto dos usuários. Sim. Você será preso. É proibido.

ônibus lotado

Não gosta de andar em ônibus lotado? Que tal, então, desregulamentar o mercado e abri-lo para a livre concorrência?

Por que existe tanta regulamentação se ela só prejudica o consumidor?

A regulamentação prejudica o consumidor por impedir a livre concorrência. Então, porque os políticos defendem tal prática tão nociva? Simples: porque ela dá poder e dinheiro aos políticos.

As empresas ficam submetidas ao arbítrio dos burocratas para conseguirem permissão para trabalhar dentro da linha estipulada pelo governo. E tudo isso não é feito por meio de critérios técnicos, mas políticos. Então, se a empresa não der a propina, não “facilitar” as coisas, não ceder “aquele favor”, ela ficará de fora e outra entrará no lugar dela para dar seguimento ao esquema. Você já parou para pensar em quem está por trás dessas empresas agraciadas pelo protecionismo estatal? Sim, são eles mesmos, os políticos e seus amigos. Leia mais sobre o tema aqui.

A única forma de impedir esses abusos é a liberalização da economia. O que inclui sua total desregulamentação e ampla abertura para a livre concorrência interna e externa. Nesse cenário, tanto faz se o político tentar abocanhar uma ou outra empresa privada. Sempre haverá uma terceira não comprometida que fornecerá um serviço melhor e mais barato e levará a falência das outras más administradas, o que, repito, é ótimo para o consumidor no final das contas.

Conclusão

Fique esperto. Quando um político diz “tal coisa é do povo”, ele quer dizer “tal coisa é minha, mas o prejuízo é seu”. Lembre-se do caso Petrobras. Ele é muito ilustrativo.

Privatizar e desregulamentar são as únicas formas de reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços e dos produtos fornecidos. E o melhor: quando a empresa é genuinamente privada e atua num mercado de ampla e irrestrita concorrência, o político não pode usá-la para fazer politicagem. E, se ela vier a quebrar, você não será obrigado a pagar pela incompetência gerencial alheia.

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