Lei anti-palmada

Charge: Lei da palmada
Lei da palmada: expressão do excesso de misericórdia que predomina na sociedade ocidental. Um mal tão grande quanto o excesso de rigor.

A lei anti-palmada é só mais uma manifestação da total falta de compreensão do que seja a misericórdia no mundo. E também, mais uma expressão do total fracasso do sistema de ensino brasileiro.

Os humanistas, defensores dos Direitos Humanos, “protetores” de tudo e todos esqueceram que a Justiça é o equilíbrio entre Chessed e Gevurah. Aliás, nem sabem o que é isso.

O Rigor excessivo e a crueldade são erros tão grandes como a complacência absoluta e a falta de disciplina, regra atual da educação republicana brasileira.

É preciso equilíbrio. Escolas sem disciplina e punição não funcionam. Isso também se aplica às famílias. Sociedades assim jamais produzirão um Mozart, um Albert Einstein, um Carlos Chagas. Enfim: alguém que faça a diferença no mundo.

O aprendizado é resultado direto do equilíbrio entre disciplina e responsabilidade temperados com misericórdia e afetividade. Enfim: o ideal é aprender com prazer, mas com disciplina e responsabilidade. Só para lembrar aos esquecidos, responsabilidade significa responder pelo que faz e deixa de fazer.

O modelo atual de escola ensina às crianças a serem irresponsáveis e preguiçosas. Elas podem fazer tudo de errado e jamais responderão por isso. Para elas está claro que elas podem fazer a balbúrdia que quiserem com o “direito” de não serem punidas. E elas sabem que se o professor tentar corrigi-las, o educador será punido!

Enfim: a escola prepara adultos incapazes de assumir a autoria das próprias ações e omissões. Ou seja: a escola atual produz indivíduos irresponsáveis. Não precisa ser gênio para perceber que isso é a semente da anarquia, da corrupção e da completa negação da ordem natural.

Agora o governo apresenta o projeto de lei anti-palmada para impedir os pais de punir os filhos. Outra medida incentivadora da irresponsabilidade. É claro que sou contra o espancamento dos filhos.

No entanto, a palmada é fundamental. Ela ensina à criança que o mundo tem limites, ela ensina que é preciso rigor e disciplina para as coisas funcionarem. Ela ensina que sempre há alguém hierarquicamente superior que poderá puni-lo por suas ações ou omissões. Ela ensina a pensar nas consequências de nossos atos e omissões.

Na verdade, o projeto de lei anti-palmada é só outra expressão do entendimento equivocado do que seja Misericórdia. Predomina o pensamento errôneo de que o criminoso não pode ser punido. De que o terrorista assassino de milhares não pode ser morto, de que um maníaco estuprador não pode sofrer pelo que fez.

Aliás, predomina o entendimento geral de que nem mesmo podemos bater num bandido caso ele ameace nossa própria vida ou a de quem amamos. Enfim: os bandidos, assassinos, marginais e terroristas têm livre acesso para matar, roubar, extorquir e, tudo isso com a proteção do Estado.

A coisa é tão grave, que caso um terrorista fanático seja preso e confesse ter escondido uma bomba atômica no centro de São Paulo, a polícia não poderá tortura-lo para que ele diga onde a escondeu, nem poderá matá-lo para dar fim a seus atos terroristas, o que seria extremamente recomendado para proteger a vida de milhões de pessoas.

Palmadas
Se você quer educar uma pessoa para ser responsável, puna quando for necessário. A sociedade do “tudo pode” só gera bandidos, assassinos e terroristas.

Deixar um terrorista livre para explodir escolas com crianças, ônibus, mercados… não me parece o melhor modo de defender os Direitos Humanos, isso se você realmente se importa com a vida humana. Mas os “defensores dos direitos humanos” preferem ver 20 milhões de paulistas virarem cinzas do que torturar um terrorista para que ele confesse onde escondeu o artefato nuclear!

Lembremos que terrorismo não é “crime comum”. É ato de guerra. Uma coisa é lidar com um sujeito que matou para assaltar um banco, outra coisa é lidar com um sujeito que explodiu uma bomba no estádio do Maracanã para matar “infiéis” e difundir o Islamismo no mundo inteiro…

O pior que hoje, em casos assim, o máximo que podemos fazer é prender o terrorista numa “prisão”. Ele cumpre o tempo, sai e pratica novamente o ato!

Prevalece hoje a ideia de que a prisão tem que ter comida de “primeira”, melhor do que a que você come em casa; tratamento médico completo e preferencial, muito melhor do que você tem. Saiba que se um preso adoecer, ele será levado para o hospital imediatamente e será atendido primeiro que você, e de graça! Claro, o preso também tem educação para inseri-lo na sociedade. Educação também melhor que a sua. Enfim: tem-se a ideia de que a prisão deve ser um hotel escola 5 estrelas onde você pode tudo, menos sair de lá. Não preciso dizer que isso é um absurdo total.

A prisão deveria ser local de sofrimento, punição e dor. Ela devia ser mais temida que a própria morte. A própria palavra devia ser motivo de arrepios. E para quê? Para incutir nos indivíduos o medo de ir parar num lugar assim. Para fazê-los pensar duas ou mais vezes antes de cometer qualquer crime. Para lembrar a todos de que maus atos têm más consequências. Entretanto, hoje, os bandidos não tem medo da cadeia. Alguns até preferem ir para lá porque sabem que lá terão comida, bebida, tratamento médico e uma cama para dormir de graça…

E tudo isso não mudará o caráter do preso. Quem muda o caráter das pessoas não é o meio-ambiente como pensam os humanistas. É a própria pessoa. Ela que decide mudar.

O terrorista ficará preso um determinado número de anos com acesso à educação, à saúde, à boa alimentação, às visitas íntimas e até o salário! E tudo às custas do dinheiro que você paga de impostos, claro. Para depois, ele sair de lá e explodir a escola de seu filho em nome de Alá! Ora, isso está errado!

Não podemos tratar todos os bandidos igualmente. É errado tratar o terrorista da mesma forma que um esfomeado que furtou uma melancia na feira. Do mesmo modo que é errado torturar alguém só por ter furtado uma melância, também é errado não torturar um terrorista quando necessário porque são crimes de natureza diversa.

Terroristas islâmicos
Não punir os filhos, não punir os criminosos. Tratar os desiguais igualmente. É assim que nascem os bandidos e os terroristas.

A cultura ocidental até hoje não entendeu que é necessário tratar os criminosos desigualmente na medida de suas diferenças se quisermos ser efetivos no combate à criminalidade.

Antes do atentado terrorista de 11 de setembro, os mesmos terroristas tentaram explodir o World Trade Center. Se o FBI tivesse torturado e matado esses homens, eles não teriam voltado para matar 16.000 pessoas inocentes em 11/09/2001. Mas como seguiram a ideologia dos “Direitos Humanos para todos”, fracassaram, e ainda, viram seu país entrando em crise econômica numa guerra fracassada.

Poupar terroristas está errado. Criminosos devem ser punidos conforme a natureza de seus crimes. Aos terroristas, o terror; ao cidadão trabalhador, a misericórdia. Cada um segundo o seu merecimento.

A filosofia de que o indivíduo rebelde “pode tudo” está errada. Agora o governo quer impor esse modo de pensar no seio de nossas famílias através da lei anti-palmada. A criança aprenderá desde cedo que ela poderá errar o quanto ela quiser e que jamais será punida por isso.

“Ah, mas você pode por de castigo”, dizem os psicólogos. Claro que podemos. Mas o que fazer se seu filho rebelde simplesmente se nega a ficar de castigo e te desafia abertamente? O que fazer se ele, de propósito não te obedece por nada? Você corta a televisão como castigo. Ele vai lá, liga e vê. Você tira da tomada. Ele põe de novo. Você pede para ele não ligar a TV porque senão ele ficará de castigo. Ele ri da sua cara, se nega e ainda dá um chute no seu saco e liga a TV. O que fazer se você não pode dar umas palmadas?

Esse caso que contei não é uma hipótese. É real. E minha sugestão foi a seguinte: dê umas palmadas!

Com as palmadas, a criança aprenderia que não se pode passar por cima de quem quiser, quando quiser e da maneira que quiser sem nada acontecer com ela.

Não fazer isso, ao contrário do que pensam os defensores dos “Direitos Humanos”, seria muito pior. Não bater, numa situação assim, ensinaria a criança que ela poderia se tornar o pior dos assassinos e que nada aconteceria com ela, pois ao final de contas, ela tem proteção do Estado para ser bandida!

Até mesmo as plantas precisam ser podadas para dar bons frutos. A poda é o ato de cortar a planta. Não se faz isso para “matar” a planta, nem para a “aleijar”. Faz-se para que ela possa crescer adequadamente e produzir mais. Se deixarmos as plantas crescerem de qualquer jeito, elas se tornarão grandes, mas não produzirão a contento. Se até as plantas precisam de poda para dar resultados no futuro, o que diremos então das crianças que são milhões de vezes mais melindrosas que as plantas? Certamente, elas precisam de palmadas quando necessário.

A natureza nos ensina que o caminho da expansão passa necessariamente pelo da disciplina. O que implica punir fisicamente se necessário. A misericórdia de Chessed não chega ao mundo físico sem antes passar pelo rigor de Gevurah, caminho necessário para que ela produza resultados.

Poda de plantas
Se até as plantas precisam de poda, por que não as crianças que são milhões de vezes mais melindrosas?

Vivemos numa sociedade cuja maioria dos pais não criam seus filhos. As mães saem para trabalhar fora e esquecem-se de que não dá para terceirizar o papel da maternidade. O pais, ao invés de educar seus filhos, vivem apenas para seus “negócios”. Em todo caso, na família “moderna” os pais focam a vida em “ganhar dinheiro” e esquecem-se de que as funções de pai e mãe são indelegáveis. Ao invés deles perceberem o problema e mudarem o estilo de vida vicioso, eles transferem a responsabilidade da criação dos filhos para as “babás” e para as “empregadas”.

E não bastasse isso, os pais irresponsáveis geralmente se irritam “profundamente” quando as babás ou as empregadas precisam bater nos filhos para ensinar a eles o que os pais deveriam ensinar! Na verdade os pais se revoltam como uma maneira de compensar psicologicamente o total fracasso deles em relação a ser pai e a ser mãe. E por isso, não me espanto de que os maiores defensores da “abolição” das palmadas sejam aqueles que não criam seus filhos, ou, quando dizem que “criam”, só o fazem “a prestação” depois que a babá ou a empregada já fez todo trabalho difícil…

Se quisermos construir uma nação poderosa e livre temos de ensinar aos nossos filhos que seus atos têm consequências, sejam boas ou más. Eles precisam e devem responder pelo que fazem. Uma sociedade do “pode tudo” só criará bandidos e indivíduos sem nenhum compromisso com o próximo e com o futuro.

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