É preciso amar-se primeiro

Essa tolerância, esse largeur do coração que tudo ‘perdoa’ porque tudo ‘compreende’, é para nós como o vento siroco. Antes viver no meio do gelo do que entre as virtudes modernas e outros ventos do Sul!”1

(Friedrich Nietzsche)

Autoestima
Autoestima é fundamental.

Vivemos um momento de extrema apatia social. As pessoas não saem às ruas, nem exigem o cumprimento das normas do Direito. Tal cenário favorece a má atuação dos agentes públicos. E qual seria a causa? Duas são principais: 1) Nosso sistema e forma de governo não se adaptam à nossa cultura e, 2) A inércia, o comodismo, enfim: a falta de amor próprio tão característica do brasileiro.

O brasileiro permite-se não ter bons serviços de educação, não ter acesso à saúde, não ter segurança, não ter emprego, perder direitos fundamentais, tolerar a corrupção desenfreada nos poderes públicos. E tudo isso, ao mesmo tempo que ele se permite pagar impostos elevadíssimos. Ora! Tudo isso sinaliza que o brasileiro não tem amor próprio. Logo, é preciso que ele se ame mais e, conseqüentemente, lute por melhores condições de vida.

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Viva a lei de Gérson!

A Lei de Gérson: a propaganda do cigarro Vila Rica tornou famosa a “lei de Gérson”. Nela o hábil jogador declara abertamente que “O importante é levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem em tudo você também”.

O meio-campista Gérson ficou célebre não apenas por ter sido uma das maiores estrelas do tricampeonato brasileiro em 1970, mas por ter formulado, na propaganda do cigarro Vila Rica veiculada anos depois, aquela que viria a ser conhecida como lei de Gérson: “O importante é levar vantagem em tudo, certo?” – frase dita num carregado sotaque carioca, forçando os erres até o palato ficar encharcado. Gérson tentou por muito tempo se desvencilhar da fama de patrocinador dos espertalhões, patrono dos corruptos e propagandista dos canalhas, mas não teve jeito. A lei de Gérson pegou. Sociólogos, antropólogos e a nata da intelectualidade brasileira já gastaram horas e mais horas, tinta e mais tinta, neurônios e mais neurônios para condenar nossa brasileira condição gersoniana. Somos mesmo uma nação de egoístas, corruptos e sacanas, que só pensam em si e só querem saber de levar vantagem. Certo? Continue lendo “Viva a lei de Gérson!”